domingo, 25 de dezembro de 2011

Carta a mim mesma.

Hoje é dia 21 de dezembro, ou seria 22? Não dormi ainda, mas já se passa da meia noite. Não consigo dormir, a noite está quente, mais quente do que qualquer pessoa pode imaginar, mas não é exatamente por isso que não consigo dormir.
Brown eyed girl tocando no rádio e eu penso em muitas coisas. Talvez seja por ser fim de ano, todo fim de ano é igual pra todo mundo. Festas, especial do Roberto Carlos na TV, as senhoras fazem as novenas, as crianças de férias brincam na rua, algumas pessoas viajam e outras ficam em casa pra receber as visitas.
Não estou em casa, sou das pessoas que viajam, só que dessa vez saí de São Bernardo por outro motivo, saí com outras intenções.
Esse ano foi muito maluco, nunca vivi um ano como esse. Cada dia que passa, as coisas vão ficando mais difíceis, mas, mais divertidas também. Conheci pessoas muito especiais esse ano, pessoas que mudaram minha vida e me deram uma nova direção. Um ano cheio de shows, viagens, risadas e amigos, porque nenhuma dessas coisas têm sentido se você não estiver acompanhada de amigos, que podem ser eles seu irmão, sua tia, seus pais e todos os outros que você escolhe pra fazer parte de sua vida com felicidade.
Foi um ano difícil também, perdi o emprego, mas com isso, cresci muito. Meu namorado descobriu que não me amava e foi embora pra nunca mais voltar, isso me trouxe muita dor, mas também trouxe meus amigos e minha família muito mais pra perto de mim. Meu avô foi diagnosticado com câncer e isso sim me abalou, abalou minha família, minha rotina, enfim, é nessas horas que nos agarramos na fé e lembramos que a vida é uma coisa passageira.
Não foi um ano fácil, mas quem disse que teria de ser? Tudo que passamos todos os dias, por mais que os dias pareçam iguais, no fim vemos que não são iguais e que todas as vírgulas, pontos, exclamações e interrogações que usamos em nossas histórias nos fazem crescer todos os dias e que o tempo que é contado por horas, minutos, segundos e milésimos de segundos, é muito menor do que parece e que às 24 horas de dez anos atrás é muito menos agora.
Hoje estava deitada na rede, coisa que não fazia há muito tempo, deitar e ver o tempo passar. E lá, deitada, pude perceber uma coisa, refleti sobre minha vida e o que eu quero pra mim. Olhando meu avô deitado na outra rede e conversando com ele, pude ver o que realmente importa da vida. Desde quando entrei na escola, ouço meu pai dizer que devemos estudar e trabalhar muito para poder conquistar tudo o que quisermos, o carro do ano, uma casa grande numa boa vizinhança, um bom emprego, uma família estruturada, ter um futuro. FUTURO. Qual é o seu futuro? E o meu? E o futuro dele? Todos um dia acabaremos iguais, o futuro para todos é igual e o que importa na vida são os momentos. Aquele que você riu até a barriga doer por que disse alguma coisa errada com seus primos, aqueles primos que faz muito tempo que você não vê; aquele que você chora dias e dias por que acha que vai morrer de amor e depois descobre que ninguém morre por isso; aquele que você conversa com algum desconhecido na rua e ri ou chora com ele por uma historia que ele conte; aquele que você ajuda alguém que você não conhece e depois que ajuda se sente um super-herói; aquele antes de um show que faz a barriga doer de ansiedade, durante o show que você pula até você chegar a sentir a sensação que pode voar e após o show, que é como se você houvesse renovado todas as energias e expelido toda e qualquer má vibração que pudesse estar dentro de você; aquele momento antes do beijo, aquele momento que parecem que todas as borboletas do mundo moram em sua barriga e os joelhos tremem. São esses e outros momentos que valem a pena, que nos fazem quem somos. O futuro muda, os planos mudam, é tudo tão inserto.
Hoje é dia 22 de dezembro, ou seria 21? Não dormi ainda e me confundo. Já se passa da 1h30 da manhã e faz muito, muito calor mesmo, mas não estou dormindo por isso, não mesmo. Uma sensação boa me invade, aquela sensação de saber que é aqui, exatamente aqui, da forma que estou, da maneira que sou que eu gostaria de estar.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Século XXI

Ela tinha apenas 15 anos, uma menina que a vida obrigara a se transformar em mulher. Sua mãe morrera quando ela tinha apenas cinco anos, com uma irmã de dois e, um pai alcoólatra, tivera que crescer rápido. Nunca teve ninguém pra ajudá-la, orientá-la, amá-la. A noite, às vezes, acordava com os gritos de dor da mãe que foi levada muito jovem pelo câncer, porém de seu enterro, não se lembrava.

Desde cedo aprendera a cuidar de si mesma, o que não significa que fazia coisas certas. Muito jovem experimentou coisas que só a vida poderia mostrar. Fora a vida que a criara, de uma forma amarga, cruel. A vida foi sua grande escola e nem sempre a escola é um lugar onde se aprende apenas coisas boas.

Hoje, dentro de eu ventre, havia uma semente. Semente essa que crescia e logo brotaria, brotaria para um mundo onde não haveria muito espaço para ela. Mais uma vida sem perspectiva. Semente essa indesejada, maldita, completamente dispensável. Mais um fruto sem futuro.

Ela sabia que seria um fruto podre, podre como ela, nessa vida sem sorte e hostil, sentada de uma ponte, com os pés a balançar num ritmo constante e incansável, pensava. Não sabia se ia, ou ficava.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

(mais um sem título)

Sentada naquele banco ela via as horas passar.
Passavam lentas,
Lentas como um domingo de sol.
Passavam apressadas,
Como se o mundo fosse acabar em minutos.

Sentada naquele banco ela via as pessoas passar.
Ora caminhando,
Como quem admira uma galeria de arte.
Ora com pressa,
Como quem precisa salvar alguém do enforcamento.

Sentada naquele banco ela via a vida passar.
Passava lenta,
Como areia escorrendo por entre os dedos.
Lenta...
Lenta...
Lenta...

Ela via a vida passar e não se importava.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Doce melodia.

Era uma manhã de sábado, no topo da montanha o sol não havia nascido ainda. Ao pé da montanha a cidade toda dormia o sono dos justos, mas haviam duas almas acordadas ali em cima como se estivessem velando os sonhos de tantos.

Ela estava abraçada com seus joelhos, ele sentado de pernas cruzadas. Parecia que vinham de uma festa, ele com uma gravata preta frouxa no pescoço, ela com um vestido vermelho, longo, sujo e descalça segurava as sandálias com as pontas dos dedos indicadores e médios.

Ele a abraçava. O céu ainda escuro, as estrelas salpicavam o céu escuro e as luzes da cidade brilhavam lá embaixo.

Ele começou a acariciar a cabeça dela com a ponta dos dedos, ela olhou em seus olhos, a primeira vez desde que subiram ali naquele morro, fez menção em falar, mas percebeu que era melhor não e se olharam por uns instantes. Ela se aconchegou em seus braços, não eram braços fortes, mas eram dedicados a ela, pelo menos naquele momento pertenciam a ela.

E ali de cima da montanha o sol tímido, beijou a terra com seus primeiros raios, e as nuvens que até então eram escuras, começavam a ser banhadas de rosa e laranja e o céu, ah o céu...

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Valda

Você acredita em almas gêmeas? Você já encontrou a sua?

É acredito e encontrei a minha, eu tinha 5 anos, ela tinha muitos já. Já tinha uma filhinha, já era casada. E eu, eu tinha 5 anos e me lembro daquele dia como se fosse ontem. Lembro do amor imediato, de uma felicidade imensa de ter conhecido tal família e tal pessoa incrível. E depois disso, lembro-me de crescer e de tê-la em muitos momentos de minha vida.

Valda, era o nome dela, amiga de mais de 30 anos da minha mãe que acabou virando mais que minha amiga. Quando criança, nos dias que ela dizia que viria em minha casa, eu passava horas sentada no portão esperando que ela chegasse logo, amava escutar a risada dela, comer o arroz branquinho que só ela sabia fazer, pra escutar as piadas que ela faria de mim, pra escutar ela perguntando pra mim “Por que você chora tanto, jovem Pam?”

Passar as férias na casa dela em Ribeirão Pires era fantástico, e tive a felicidade de crescer sendo amiga de sua filha, a Thais. Dançávamos juntas (eu pelo menos tentava), riamos juntas, pescávamos juntas.

Mas nem tudo foi fácil. Ela passou por momentos difíceis. Mas nunca esmoreceu. Era forte, era viva. Sorria o tempo todo e vê-la chorar me dilacerava.

Mas um dia ela resolveu mudar para bem longe, mas ela estava feliz, confiante de que daria certo. E deu. Ela se casou de novo, foi feliz. Morou numa casinha linda, de frente pra um rio, com um jardim florido e multicolorido, com um pomar em sua porta e as galinhas a cacarejar em sua janela. Tudo estava lindo. Passamos dias quentes lá. Queria me mudar com ela (na verdade, sempre quis viver ao lado da alegria que ela emanava roubar um pouquinho daquela força pra mim).

Mas, mais uma vez ela se mudou, mas dessa vez ela foi pra bem mais longe. Um lugar onde não podemos visitá-la mais, mas eu sei que ela me visita às vezes e cuida de mim. Se ela me visse agora, ela perguntaria novamente por que choro, e eu diria que é muita saudade pra caber dentro de um peito.

O que me alegra é saber que eu conheci minha alma gêmea, sendo que muitos morrem sem nem se quer ter conhecido. Eu tive o prazer de ter convivido com tal alma iluminada de alegria e força. Sinto por não por não poder tê-la em momentos como no meu casamento, no batizado dos meus filhos, na minha formatura da faculdade, porque se ela não houvesse se mudado pra tão longe, ela estaria aqui, como sempre esteve.

Hoje se faz um ano que ela partiu e levou de mim e tantos que tiveram a alegria de conhecê-la, um grande pedaço. Sinto muito por aqueles que não tiveram essa alegria.

Seja muito feliz, amiga, nessa sua nova morada.

Até um dia.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

(sem nome)

A alma é quente,
A cama é quente,
O corpo é quente.


Venho aprendendo muito,
Contudo, viver não é fácil.
Abrir mão do que se quer agora,
Não é fraqueza.
E no futuro quem sabe,
Conseguir mais do que se espera conseguir.


A alma é quente,
A cama é quente,
O corpo é quente.


O tempo é mágico.
Viver é essencial
- Dói...
Então viva!
E aprenda a não derramar mais lágrimas.

Erros são tão necessários.
Amo errar.
Não perdôo seus erros.
És obrigado a perdoar os meus.


Errar é humano.
Eu sou uma,
Você?

Não.

domingo, 16 de outubro de 2011

Alguns Importantes.

É adorável saber que temos alguém pra gente. Eu não tenho alguém, eu tenho “alguéns”, alguéns dos quais não troco por nada. Não troco por dinheiro, namorado, nada. Fazem minhas noites mais felizes e meus dias preguiçosos, fazem hoje as memórias de amanhã e o meu hoje e amanhã serem dias únicos.

Lembro-me do dia que os conheci, e eles também se lembram. Temos histórias que pra muitos podem ser tolas, mas são únicas, são nossas.

O charmoso Pocotó do Amor, ahh Schimitt, você com esse seu jeito pegador não me engana... guarda um homem de verdade por traz de suas brincadeiras infantis.

Thi, abô, abô da minha vida! Poucos são carinhosos como você, gosto muito de rir com você e amo tanto você que não me importa que você ame mais meu pai que eu e ainda por cima, eu o empresto pra você.

João, eu sei que você gosta de mim tanto quanto gosto de você. Juro que não me importo quando você ri de coisas que fiz e falei a um tempo a traz, melhor tentar outras coisas pra tentar me tirar do sério. Não me importo também quando você diz que parou de estudar inglês porque não queria que eu fosse sua professora. Joãozinho, o Paraná te ama em peso!

Beto, Betinho, Roberto Bonizzoni, O Primeiro. É muito bom conhecê-lo. Desde o inicio, desde quando não podia. Ainda bem que quebrei as regras com você. Ainda bem que você entrou na minha vida. Não tem como não te amar. Todos te amam, seu bandido! A gente já riu e chorou tanto junto. Confio tanto em você, confio os segredos mais sagrados, coisas que não converso com qualquer pessoa, me sinto à vontade de conversar com você. Sinto tanto ter causado qualquer tipo de discórdia na sua vida.

Eu odeio quando vocês somem.

Vocês me trouxeram tantas outras pessoas...

Rir, cantar, viajar, beber, jogar, tocar “A chalana”, viver com vocês é muito bom.

Viveremos muito ainda. Um na vida do outro.

domingo, 11 de setembro de 2011

(des)concentração.




Tic Tac Tic Tac

Eu estava ali, mas estava longe, estava em outro tempo, estava em ontem.
Tic Tac
Tentava lembrar com exatidão tudo o que acontecera. Revivia tudo o que havia acontecido.
Tic Tac
Só voltava ao tempo presente para ver a hora.

Hora
Como o tempo é subjetivo e relativo. O tempo é diferente para todos e todos usam o tempo como ponto de referencia.
Tic Tac
Será que devo acreditar?
Advérbios são gramemas.

Tic Tac – 09:48
I can’t explain.
Algumas coisas me preocupavam. Minha cabeça não parava, eu dizia a minha cabeça que o problema não era meu, mas minha consciência sabia que era sim. Não era certo mesmo eu não tendo feito nada. Eu sabia que acabaria fazendo, mais cedo ou mais tarde.

Tic Tac – 10:10
... os numerais vem antes do substantivo...
Me dá uma saudade. Saudade de tempos que não voltam mais. Mas a pior saudades é daquilo que não vivi, dos shows que não fui, dos beijos que não dei, das pessoas que não conheci.
É, eu nem te conheço, mas é como se conhecesse. Será que é mesmo? Será que não vai mudar tudo se mudarmos essa situação? Será que estamos fazendo a coisa certa?
Sabe, prefiro correr o risco. Prefiro me machucar, quero ver onde isso vai parar.
Também tenho vontade de sentir seu cheiro, te abraçar...
1. Determinante: artigo, pronome possessivo...

Tic Tac – 10:16
A hora cronológica não passa, mas no meu mundo das idéias...

sábado, 10 de setembro de 2011

Onze de Setembro.

Setembro de 2001, dia 11. Por volta das 9:30 da manhã. Eu estava na escola e soubemos que os Estados Unidos estavam sofrendo um ataque. Eu choquei ao ver as imagens mais tarde, o mundo chocou. Hoje, 10 anos após os atentados posso ter minha opinião sobre o acontecido.
Hoje os jornais, tablóides, sites, falam e escrevem sobre a dor dos americanos, mesmo após tantos anos do ocorrido. A dor dos nova-iorquinos... Há dez anos, lembro-me de ver povos do oriente comemorar os ataques, eu fiquei revoltada com tal cena, quantas milhares de pessoas não haviam morrido ali?
A dor dos nova-iorquinos... E a dor dos japoneses? E a dor dos vietnamitas? Dos iraquianos? E de tantos outros...
As torres caíram, o pentágono caiu, CAIU... Nagasaki e Hiroshima foram explodidas! Sim amigos, explodidas. Famílias inteiras foram para o ar e quem não morreu, sofreu conseqüências. Conseqüências essas que são sentidas até hoje pelos netos e bisnetos daqueles que escutaram e sentiram as bombas caírem.
Os Estados Unidos vêm plantando ódio no coração de muitas nações desde sempre, um dia, um dia alguém se rebelaria. E esse dia chegou. Esse dia foi onze de setembro de 2001 e esse desastre ter acontecido não mudou em nada a posição americana em relação ao resto do mundo.
Aquelas imagens ainda me chocam, me entristecem, assim como ver homens de uniforme verde, com armas na mão devastando nações, assim como imagens de bombas explodindo e varrendo nações inteiras.
Me chocam...

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Ser Grande.

O que você vai ser quando crescer? Poxa, essa é uma pergunta que mata qualquer um. Uma pergunta que pressiona e que deixa qualquer um louco e comigo não foi diferente.
Eu nunca pensei que seria professora. Aconteceu naturalmente. Não era meu sonho. Mas aconteceu.
Eu me lembro do meu primeiro aluno e da primeira matéria que lecionei. Lembro também da primeira aula em turma que dei. Repondo a Teacher Renata. Turma boa. Lembro-me de dois alunos em especial, Roberto Bonizzoni e João Canivel. Alunos excepcionais. Turma essa que se tornou minha meses mais tarde, turma essa que da qual me apaixonei e jamais me esquecerei de nenhum deles. Peter, Bruna, Stéfanie, Beto...
Primeiramente, peguei turmas só de sábado, isso sem contar as turmas de free course, e a primeira turma que eu graduei foi a do Ricardo, Anderson e Gilmar... caramba, foram momentos brilhantes e eu sinto muito orgulho do trabalho que foi feito com esses meninos, me orgulho mesmo. Mas até então, eles eram alunos vindos de outros professores, e eu fui a substituta.
Mas, faltava alguma coisa, faltavam os MEUS, meus desde o verb to be até o final. Foi então que eu ganhei o presente de ter uma turma MINHA, de ter aqueles alunos pra serem chamados de MEUS. E que turma, meu Deus! Só as figurinhas eu tive ali. Dannilo, Rodrigo, Daniel, Anna, Cléber, Tamires, Nathália, Lucas, Jonas e tantos outros que minha memória falha. Infelizmente, não tive o prazer de ter terminado com eles, e se meu sentimento de missão cumprida falha é por essa turma que não pude terminar.
Eles eram meus, mas depois vieram muitos outros meus. Meus que eram meus e de outros teachers que se tornaram meus.
Ahhh jamais me esquecerei da evolução das minhas crianças e de cada turma, de cada aluno, de cada atividade, de cada rosto... cada um ficou gravado em meu coração. E cada um me fez evoluir como ser humano.
Talvez eu nunca tenha sido uma professora mesmo. Talvez eu tenha sido amiga deles. Aquela amiga que ajuda e que tenta ensinar tudo o que sabe. Eu mais me diverti do que trabalhei nesses 4 anos. Me sinto mal em não colocar o nome de todos os meus queridos aqui, mas seriam uns 200 nomes e infelizmente não teria memória para tanto.
Mas gostaria de agradecer a todos, por tudo. E que minha saudade é imensa e é em lágrimas que escrevo agora.
Infelizmente, o tempo não volta...
E o que eu quero ser quando crescer? Não importa...

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Light Years

Era uma vez uma menina.
Uma menina que tinha muitos amigos.
Uma menina serelepe, cheia de risos.
Uma menina que ocupava um lugar inteiro com suas histórias,
Com suas manias.

Mas ela nunca queria dormir,
Ela tinha medo de descobrir
Descobrir o que a fazia chorar.

Sua presença a incomodava,
Ela chorava.
Na sua solidão
No meio da escuridão,
Seus fantasmas lhe visitavam,
Á assombravam.

A Saudade apertava seu peito.
Ela queria parar com aquilo,
Mas qual seria o jeito?
“Não ficar sozinha”, ela pensou.
E pela noite andou, andou.
Mas nada a aquietou.

Não achava rimas pro seu coração.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

só pra constar

Música é muito bom, mas as vezes elas são injustas. Nos levam a lugares e épocas que estão no passado e que lá deveriam permanecer. Hoje só queria não lembrar de nada...

sábado, 9 de julho de 2011

Ah se eu fosse...

Ah se eu fosse mais baixinha,
Se meu cabelo fosse mais moderno,
Mais loiro, mais liso.

Ah se eu tivesse covinhas na bochecha,
Se meu nariz tivesse uma forma mais bonita,
Se eu tivesse um corpão.

Ah se eu fosse menos chorona,
Se eu fosse mais enérgica,
Mais mandona (acho que sou bem mandona),
Menos feeling, mais action.

Ah se eu fosse tudo isso, não seria quem sou.
Goste de mim assim,
ou
não goste.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

PaLavraSolTaS.

Havia muitas palavras ali,
Havia pensamentos,
Idéias e ideais.
Havia sentimentos,
Havia histórias,
De ontem e de hoje.

Havia peixinhos multicoloridos.
E quem os alimenta?
Alimenta quem quiser.
Alimenta como quiser.

Essa é a mágica da coisa.
É como é.
E quem se importa?
E é lindo, é verdadeiro.
Puro.

E eles nadam e nadam e nadam...

terça-feira, 14 de junho de 2011

From deep inside my heart

Why don't you go to hell?
Take her with you.
All your happiness
and all your sadness.
You make me feel sick.

Why don't you come down from up there?
You will fall down
and granny always said
"As higher you are, as much you'll be hurt when you fall down."
I may laugh of your face.
You do not have all this knoledge you say.
You are not everything you believe you are.

You stink.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

quinta-feira, 2 de junho de 2011

sábado, 28 de maio de 2011

Soneto Para Minha Alma

Minha boca sangra.
Sangra as vontades,
Vontades de dizer o que quero,
Querer vomitar minha raiva,
Raiva essa que é sua culpa,
Culpa essa que alimento.
Alimento em você, alimento em mim.

Os segundos se arrastam.
Arrastam carregando meus sonhos,
Sonhos esses que poderiam virar pesadelos,
Pesadelos para dar mais emoção a essa vida.
Vida essa sem ação
sem fome
sem gana
sem nada.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Ele falava de morte.
Falava de amor.
Falava do Brasil.
Falava de Francês.
Falava de Saramago.
Falava de cinema e teatro.
Falava de Minas Gerais.
Falava da Morte do Mestre
e de poesia também.
Pedia provas,
Sabia de tudo.
E sua voz era como poesia.


PS: esse poema não tem nome porque não sei nomear meus textos.
PS²: Dedico esse poema ao Professor Silvio, que está me ajudando a abrir o coração pra arte.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

(mais uma) Carta

Olha eu te escrevendo mais uma vez. Bom, hoje dói um pouco, é uma época de adaptação pra mim e às vezes sinto sua falta.

Hoje achei umas fotos suas no meu computador e lembrei que haviam musicas que baixei no meu notebook que eram suas, sabe o que eu fiz? Apaguei tudo. Só me faz lembrar mais, doer mais, cutucar a ferida e expor ainda mais a ferida.

Eu saí esse fim de semana. Foi bem divertido. Não imaginei que me divertiria tanto. Na verdade, não pensei que eu me divertiria. Sai com a Bia e conheci alguns amigos dela, uma galera bem legal, bem up mesmo. Não queria muito ir, mas também, não quis ficar em casa pensando no que estaria fazendo se você estivesse aqui. No caminho, ao olhar os prédios, pensei “Seu Filho de uma Puta, se você estivesse aqui, não precisaria estar indo pra esse lugar.”, mas ao chegar à casa de um dos amigos da Bia, me esqueci de você completamente, bebi, bebi muito mais do que na festa do Beto (o segundo lugar onde mais bebi, foi naquela festa do Beto.) e a balada em que fomos era fantástica, acho que você não gostaria de lá, enfim, não pensei em você lá, não te imagino (e prefiro não imaginar) lá. Dancei, acho que nunca dancei tanto eu toda a minha vida, acho que não estava muito bizarro não, pelo menos os meninos não me alopraram depois, talvez eu esteja aprendendo a ser mais sexy, mais bonita, mais feminina... Talvez. Amigos novos são necessários.

É engraçada essa coisa de conhecer pessoas, né? É uma troca de tudo tão intensa, uma ânsia de saber os gostos, do que gosta de fazer, de onde gosta de ir. Conheci bastante gente parecida comigo ultimamente. Nunca me senti tão entendida como agora. Acho que nem você me entendia. Acho que você nem me escutava. Mas era bom falar pra você. Na verdade, acho mesmo que era bom ter quem me ouvisse, falar sozinho às vezes cansa. Um dia quero encontrar alguém que discorde de mim, que vá contra tudo que eu acredito, aí sim poderei crescer de verdade, aprender de verdade e evoluir.
Queria te pedir um favor. Não me escreva, não me ligue, não apareça. Esse luto que vivo é um período bem complicado e já estou me acostumando a viver sem você. Nem espero mais te encontrar na saída da escola aos sábados. Estou evoluindo nesse processo, então se aparecer, pode por todo o trabalho a perder. Dizer que não sinto sua falta? Porra, e como! Mas como já havia escrito anteriormente, estou melhor sem você e sou uma pessoa melhor sem você.

Bom, me despeço agora, tenho uma temporada inteira de Friends pra assistir agora (sozinha, já que meu parceiro favorito de Friends resolveu desaparecer).
Fique bem (ou morra, se preferir).

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Carta

Hey! Como vai indo?
Bom, vou indo bem melhor do que alguns dias atrás, mas essa dor é bem traiçoeira, quando você pensa que passou, eis que volta como um tsunami, derrubando e destruindo tudo. Às vezes penso que a dor nunca passa, ela só fica anestesiada. Bom, o importante mesmo é que agora não está doendo.

Estou reconstruindo tudo o que você destruiu e sabe, estou gostando. Acho que precisava dessa reforma antes mesmo disso tudo acontecer, mas eu precisava mesmo era de um verdadeiro motivo para “derrubar as paredes” e construir novas, mais coloridas e modernas.

Você não precisava ter fugido, acho que nunca mordi ninguém... ops, já! Mas não tirei pedaço de ninguém, Você tirou um pedaço de mim e levou com você, faz falta, mas não precisa devolver não, depois que a reforma estiver pronta, não terá espaço para este pedaço e também não combinará com a nova decoração.

Hoje sei que o fim foi o melhor, temos muito pra viver, somos muito jovens para viver um para o outro. Ainda bem que você enxergou isso antes de mim, para mim era bem confortável, pensava ser saudável, mas não era. Estava nos sufocando.
Ao menos aprendemos coisas juntos. Sei que mudei alguma coisa em sua vida e com certeza você me deu a maior das lições. Voa pássaro negro, voa.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Reticencias

Um beijo por uma canção,
ou seria uma canção por um beijo?

Um beijo por uma vida,
uma vida por duas.

Duas cabeças, duas vontades, dois ideais,
...

-...

-Eu te amo.
...

-Enquanto eu rimar com amor.
-...

...

sábado, 19 de março de 2011

Roger, meu amigo imaginário.

Você pode até me achar louca, mas eu tenho um segredo para contar. Não me importo sobre o que pensará de mim depois desse segredo e também não me importo se contará a outras pessoas, que também me chamarão de louca. Mas, sabe o que é?! É que eu tenho um amigo imaginário. Tenho certeza de que ele é fruto de minha imaginação, sei que ele não existe. Mesmo que todos conversem com ele, mesmo que meus professores se dirijam a ele na universidade, mesmo que minha psicóloga diga que ele é real, eu sei que ele não existe e que ele é fruto da imaginação de todos.
Ele pega o ônibus comigo todos os dias, pelo menos é o que ele diz, porque eu só o vejo quando chegamos juntos a faculdade e como seria isso possível?
Ele diz ser do sul do país, e se ele existisse, ate poderia ser, já que ele tenta esconder o sotaque, mas não consegue.
A maior prova que ele é fruto de nossa imaginação é, TODOS os vê de uma maneira diferente. Há quem diga que ele parece o Pinguim do Batman; Franklin, a Tartaruga mas eu o vejo como Roger, tha rabbit. Só um personagem criado pela nossa imaginação pode ele mesmo.
Roger, the rabbit, se chama Roger (pelo menos é o que ele diz) e é muito difícil não gostar dele. Pena ele não existir. Uma grande pena. Mas como já diria meu pai, nosso cérebro é uma maquina fantástica e estranha, nos prega cada peça...