Inteligente, entendia de números e de palavras, as usava muito bem por sinal, principalmente se fosse para machucar alguém. Não era bonito, mas a inteligência dele o deixava misterioso e charmoso. Um ótimo entendedor de música, sabia tudo de tudo o que era bom.
Estúpido, grosso, frio e calculista, não se importava com o que os outros poderiam sentir. Afastou a pessoa que mais amou de si, afastou também a pessoa que mais o amou. Construiu um muro, não tinha novos amigos. Não tinha ninguém. Os antigos amigos foram os que ficaram (bah! Amigos não são só para beber cerveja). O muro foi ficando alto, alto, alto, até que ele não conseguiu ver o outro lado. Esqueceu pessoas e lugares, alguns princípios também. O muro ficou tão alto que nem as palavras o alcançavam mais. Só lhes sobraram os números.