domingo, 31 de janeiro de 2010

O celular toca. São 6 da manhã. Ela olha no celular, é só o despertador. É sábado e ela levanta num pulo, pois sabe que se não levantar rápido, pega no sono e volta a dormir. Vai até a porta que vai a lavanderia. Abre a porta e sente a brisa gélida da manhã. Ainda está escuro. Ela pega a toalha e vai ao banheiro. Liga o chuveiro. Com o dorso da mão sente a temperatura da água. Entra embaixo do chuveiro quente de uma vez só. Ela toma banho automaticamente já acostumada, como se fosse um ritual.20 minutos após ter entrado no banho, ela sai. Poe seu uniforme. Está muito feliz apesar de tudo. Arruma-se. Há muito pouco tempo se tornara uma mulher. Uma mulher linda e agora muito mais vaidosa. Espirrou seu perfume e passou um batom nos lábios. Arrumava-se rápido. Saiu de seu quarto. Deu tchau ao cachorro. Retirou o lixo. Abriu o portão. Saiu. Os primeiros raios de sol banhavam o novo dia. Ela via o crepúsculo tingindo as nuvens brancas em tons alaranjados e cor de rosa. Sentiu vontade de sorrir. Colocou os fones nos ouvidos. Conectou na sua rádio favorita com um pressentimento bom. Mal sabia ela que não chegaria ao seu trabalho. Que jamais veria o fim desse dia. Que ela jamais veria seus pais, seus amigos seu cachorro novamente. Ela fora feliz.