Queria saber seu sonho,
Saber de tudo que quer me falar, mas não fala,
Saber seus medos,
Saber onde fica a pinta mais bonita de seu corpo.
Queria saber aonde você vai,
Com quem você vai
E por que vai
Seus vícios e suas manias.
Tudo em você me encanta
Até a hora do sol raiar,
Porque depois você some
E eu fico a esperar.
Ai você aparece,
Aparece sempre quando a lua nasce
E gosto ainda mais de você se ela é cheia,
O seu brilho reflete nela
E ambos são um.
E eu me apaixono mais e mais.
Queria saber seus medos e angustias.
Enfiar a mão em seu peito e te curar,
Provar-te que alem de sua doença
Posso ser também seu remédio.
Eu também estou doente.
Cura-me de você?
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
Casualidades. - parte 3
Ele ainda estava deitado, com um sorriso cheio de satisfação no rosto, não entendia como e por que aquilo veio acontecer com ele e com Manú, mas aquilo tinha sido muito especial e como foi especial. Ele ria quando se lembrava de Manú dizendo que iriam pro inferno, que aquilo era incesto, ela dizia isso entre um beijo e outro. Como ela era linda e como ele era burro, jamais havia prestado atenção nela. Não como uma mulher, ela era a menina que jogara bola com ela na rua, ela era a menina pra quem ele tocou violão pela primeira vez, ela era a menina mais menino que ele já conhecera, gostava de ir ao estádio e iam juntos, mesmo não torcendo por mesmo time, assistiam as lutas de UFC juntos, coisas que não eram todas as garotas que faziam, ele nunca tinha visto a Manú mulher... e como ela era linda.
Quando o celular dele tocou, ficou feliz, mas era mais um misto de confusão com paixão. Sim, paixão. Ele estava apaixonado pelas curvas femininas dela, pelo cabelo longo e escuro que caiam feito ondas contrastando com a pele clara dela. Ele atendeu ao telefone rindo, mas era um riso bem nervoso, porém, Manú estava mergulhada em seus sentimentos e não prestou atenção nos dele, ela nunca prestava atenção em ninguém a não ser ela própria.
Ao desligar o telefone levantou, tomou um banho e voltou pro seu quarto, pegou sua guitarra e tocou, tocou toda a trilha sonora daquela noite, ele jamais escutaria Dave Matthews Band da mesma maneira.
PS: Não sei como homens pensam... ele pode ter ficado meio gay depois dessa.
Quando o celular dele tocou, ficou feliz, mas era mais um misto de confusão com paixão. Sim, paixão. Ele estava apaixonado pelas curvas femininas dela, pelo cabelo longo e escuro que caiam feito ondas contrastando com a pele clara dela. Ele atendeu ao telefone rindo, mas era um riso bem nervoso, porém, Manú estava mergulhada em seus sentimentos e não prestou atenção nos dele, ela nunca prestava atenção em ninguém a não ser ela própria.
Ao desligar o telefone levantou, tomou um banho e voltou pro seu quarto, pegou sua guitarra e tocou, tocou toda a trilha sonora daquela noite, ele jamais escutaria Dave Matthews Band da mesma maneira.
PS: Não sei como homens pensam... ele pode ter ficado meio gay depois dessa.
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
Casualidades. - parte 2
- Burra, burra, burraburraburra!!! – Manú gritava e batia sua cabeça no volante de seu carro. – Aiiii Manúúú, você tem o dom de destruir as coisas! – Passavam milhares de coisas em sua cabeça, e tudo a levava a conclusão de que ela havia feito a maior de todas as presepadas de sua vida. Leandro era seu melhor amigo, suas famílias eram amigas desde sempre e ela nem se quer conseguia se lembrar de quando os conhecera, não havia um momento de sua vida que Leandro não tivesse participado. Seus aniversários, formatura, sua primeira viagem com amigos... ele sempre esteve lá e agora ela poderia ter acabado com tudo, eles haviam ultrapassado a linha tênue do amor de amigos que eles tinham e ela usara a desculpa de estar bêbada pra que isso acontecesse.
Manú vinha passando por um momento difícil, seu namorado Thiago e ela haviam brigado, disseram coisas um pro outro que ela não o perdoaria jamais e nem perdoaria ela mesma por ter também dito tais atrocidades, ela estava destruída e nem se quer sabia o motivo da briga. O motivo pra ela e os amigos terem se reunido na casa de Leandro pra tocar violão, cantar e beber era exatamente animá-la. Leandro não podia mais saber que Manú sofria. Um sentia a dor do outro. Doía nele também. Manú sabia do ciúme que Thiago sentia de Leandro e Manú sentia poder ter passado a noite com Leandro simplesmente pra se vingar de seu namorado. Uma vingança interna. Uma vingança que só ela saberia, mas que agora, ela acreditava e tinha medo que pudesse colocar sua amizade em risco.
Quando chegou em sua casa, a primeira coisa que fez foi ligar pra Leandro.
- Oi Lele, é a Manú.
- Caramba Manú! Você ligou mais rápido do que imaginei. – ele gargalhou alto, deixando-a ainda mais constrangida.
- Leandro, é sério. Me promete uma coisa? Me promete que essa noite não vai atrapalhar nossa amizade?
- Manuela, você escutou o que você está dizendo? Cala a boca! O que aconteceu com a gente, não vai mudar nada o que sinto por você. Afinal, há quanto tempo nos conhecemos? Essa noite só foi mais uma demonstração de carinho. – e gargalhou novamente.
- Le, promete que a gente vai continuar sendo amigo e que nada vai mudar. Promete!!
- Eu prometo sua idiota, otária! Nada a ver isso aí que você disse. A gente é amigo e pronto!
Ela respirou aliviada, sabia que nada mudaria. Era por isso que eram amigos há tanto tempo e se entendiam tão bem.
Manú vinha passando por um momento difícil, seu namorado Thiago e ela haviam brigado, disseram coisas um pro outro que ela não o perdoaria jamais e nem perdoaria ela mesma por ter também dito tais atrocidades, ela estava destruída e nem se quer sabia o motivo da briga. O motivo pra ela e os amigos terem se reunido na casa de Leandro pra tocar violão, cantar e beber era exatamente animá-la. Leandro não podia mais saber que Manú sofria. Um sentia a dor do outro. Doía nele também. Manú sabia do ciúme que Thiago sentia de Leandro e Manú sentia poder ter passado a noite com Leandro simplesmente pra se vingar de seu namorado. Uma vingança interna. Uma vingança que só ela saberia, mas que agora, ela acreditava e tinha medo que pudesse colocar sua amizade em risco.
Quando chegou em sua casa, a primeira coisa que fez foi ligar pra Leandro.
- Oi Lele, é a Manú.
- Caramba Manú! Você ligou mais rápido do que imaginei. – ele gargalhou alto, deixando-a ainda mais constrangida.
- Leandro, é sério. Me promete uma coisa? Me promete que essa noite não vai atrapalhar nossa amizade?
- Manuela, você escutou o que você está dizendo? Cala a boca! O que aconteceu com a gente, não vai mudar nada o que sinto por você. Afinal, há quanto tempo nos conhecemos? Essa noite só foi mais uma demonstração de carinho. – e gargalhou novamente.
- Le, promete que a gente vai continuar sendo amigo e que nada vai mudar. Promete!!
- Eu prometo sua idiota, otária! Nada a ver isso aí que você disse. A gente é amigo e pronto!
Ela respirou aliviada, sabia que nada mudaria. Era por isso que eram amigos há tanto tempo e se entendiam tão bem.
sábado, 18 de fevereiro de 2012
Casualidades.
Manú acordou com a cabeça meio girando, ainda pesada da bebedeira da noite anterior. Quando ela foi se mover na cama, percebeu que não estava sozinha. Com medo de olhar pro lado e ver quem era e tentando lembrar o que acontecera na noite anterior, virou-se lentamente na cama e viu que era Leandro, seu amigo de mais de quinze anos. Ela fechou os olhos e abriu de novo, esperando que ela estivesse sonhando e que tivesse a chance de acordar e ver que estava sozinha na cama, abriu os olhos e ele ainda estava ali, dormindo colado a ela. Ela olhou por debaixo das cobertas com medo do que viria, e sim, eles estavam nus. Que merda ela havia feito? Ela não conseguia se lembrar! Num pulo ela levantou da cama e enquanto ela se vestia Leandro acordou, olhou pra ela sorrindo e disse com voz de sono um bom dia de quem teve uma boa noite.
- Bom dia Le. – Disse ela vestindo a calça apressada, mal olhando pra cara dele. – Desculpa, eu não sei como isso foi acontecer, me desculpa, Le...
- Hey hey hey – disse ele interrompendo-a. – Por que você está se desculpando? Ta ficando louca?
- Leandro, você ta ficando louco, não eu! O que estou fazendo aqui? Eu nem lembro como cheguei aqui na sua cama! Só me lembro da gente sentado na varanda, tocando violão e tomando vinho e os meninos com a gente... cadê os meninos??
Os amigos todos já haviam ido embora a muito tempo e quando Leandro contou como tudo acontecera, como ela foi parar no quarto dele, as coisas começaram a clarear em sua mente e ela se lembrou se tudo o que fez. Ficou enrubescida com o que fizera naquela noite. Leandro riu, riu muito da cara dela. Eles se conheciam melhor do que qualquer outra pessoa do mundo pudesse conhecê-los. Ele sabia exatamente o que se passava na cabeça de Manú e sabia também que essa não seria a ultima vez que dormiriam juntos.
Ela terminou de se vestir, arrumou o cabelo e ele a assistia com um sorriso bobo no rosto, a expressão dele estava deixando-a muito irritada, mas ela não queria encará-lo.
- Tchau Le, a gente se fala depois, ta?
- Você não vai me dar nem um beijinho de tchau, Manú?
- Faz um favorzinho, Leandro? Vai se ferrar!!
Ele gargalhou, enquanto ela saia pela porta do quarto.
- Bom dia Le. – Disse ela vestindo a calça apressada, mal olhando pra cara dele. – Desculpa, eu não sei como isso foi acontecer, me desculpa, Le...
- Hey hey hey – disse ele interrompendo-a. – Por que você está se desculpando? Ta ficando louca?
- Leandro, você ta ficando louco, não eu! O que estou fazendo aqui? Eu nem lembro como cheguei aqui na sua cama! Só me lembro da gente sentado na varanda, tocando violão e tomando vinho e os meninos com a gente... cadê os meninos??
Os amigos todos já haviam ido embora a muito tempo e quando Leandro contou como tudo acontecera, como ela foi parar no quarto dele, as coisas começaram a clarear em sua mente e ela se lembrou se tudo o que fez. Ficou enrubescida com o que fizera naquela noite. Leandro riu, riu muito da cara dela. Eles se conheciam melhor do que qualquer outra pessoa do mundo pudesse conhecê-los. Ele sabia exatamente o que se passava na cabeça de Manú e sabia também que essa não seria a ultima vez que dormiriam juntos.
Ela terminou de se vestir, arrumou o cabelo e ele a assistia com um sorriso bobo no rosto, a expressão dele estava deixando-a muito irritada, mas ela não queria encará-lo.
- Tchau Le, a gente se fala depois, ta?
- Você não vai me dar nem um beijinho de tchau, Manú?
- Faz um favorzinho, Leandro? Vai se ferrar!!
Ele gargalhou, enquanto ela saia pela porta do quarto.
domingo, 12 de fevereiro de 2012
O som do relógio
O som do relógio me enlouquece!
Ele que é meu eterno ditador,
Ditando horários e obrigações
Simplesmente hoje
Não me deixa dormir.
Escondê-lo na gaveta por entre as roupas
Não o silencia.
Ele tic tac aqui dentro,
Dentro da minha cabeça
Imitando o compasso de meu coração.
Ele é tão presente em mim
Que às vezes sou ele.
Dito regras,
Horas,
Tiro sono de muita gente.
Mas sabe,
Eu não ligo...
Só queria dormir.
Ele que é meu eterno ditador,
Ditando horários e obrigações
Simplesmente hoje
Não me deixa dormir.
Escondê-lo na gaveta por entre as roupas
Não o silencia.
Ele tic tac aqui dentro,
Dentro da minha cabeça
Imitando o compasso de meu coração.
Ele é tão presente em mim
Que às vezes sou ele.
Dito regras,
Horas,
Tiro sono de muita gente.
Mas sabe,
Eu não ligo...
Só queria dormir.
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