- Então quer dizer que você é uma assassina?
- Sim, psicopatas entram na classe de assassinos.
- Você se considera uma psicopata?
- hmm, sim. Minhas vitimas possuem algumas características semelhantes, se uma pessoa não se enquadra nessas características, não pode ser minha vitima. Sem contar que eu sempre sigo o mesmo ritual ao matar minhas vitimas.
- Hmm, interessante. Você andou estudando sobre isso?
- Sim doutor, fiquei curiosa em saber o porquê eu sempre segui esse estilo de assassinato, pesquisei sobre o assunto e agora estou aqui para entender melhor.
- Então você só está aqui para entendimento?
- Sim.
- E o que você quer entender?
- Minha mente e o porquê tenho que matar essas pessoas.
- Quando foi a primeira vez que matou? Quem foi sua primeira vitima?
- Ahh, o nome dele era Diego. Eu tinha 16.
- Hm. Conte-me mais sobre o Diego e sobre sua morte.
- Bom, eu o conheci eu tinha 13 anos, ele tinha 18. Ele era alto, forte, tinha olhos azuis, ou verdes, não me lembro muito bem, ele tocava violão, era lindo. Hahaha todos eram. Eu me apaixonei por ele. Eu era uma criança e ele me deu abertura para que eu me apaixonasse. Mas alguns meses depois ele arrumou uma namorada. Aquilo pra mim foi a morte, eu morria a cada segundo do meu dia. Eu nunca havia me apaixonado antes e aconteceu de eu me apaixonar por um babaca. Eu já estava com 16, ainda gostava dele, mas o pior era como ele me olhava. Ele sentia dó de mim. O olhar dele era pura pena.
- Você ainda o ama? Seus olhos estão... brilhando? São lágrimas?
- Hum! Não o amo. Tenho dó dele. Ele não precisava ter morrido. Era só ter me amado ou não ter me feito amá-lo. Eu o acertei na cabeça com um porrete, ele perdeu os sentidos. Quando acordou, estava amarrado e amordaçado. Comecei a fazer com ele o que ele havia feito com meu coração. Comecei tirando unha por unha, agora já não havia dó em seus olhos... idiota! Depois os dedos dos pés, depois os das mãos. Não sou boa com facas e já havia muito sangue, então finalizei com um golpe na cabeça.
- Mas e a família dele? A polícia não foi atrás do assassino?
- Foi, mas ninguém encontrou os assaltantes que entraram na casa e alem de matar o filho deles, roubou cerca de cinco mil reias em joias e destruiu a casa toda.
- E todas as vezes você seguiu o mesmo ritual?
- Sim.
- E o que você sentiu?
- Com o Diego?
- Sim
- Satisfação em ver os olhos dele não sentirem dó de mim. HAHAHAHAHA
- Quantos você já matou?
- Oito.
- E em todas às vezes se sentiu satisfeita?
- Hmm, algumas vezes e me sentia triste. Quase viúva, mais depois da morte, muito satisfeita.
- E você tem alguma próxima vitima em mente?
- Você é muito esperto, doutor.
- Por que eu?
- Você sabe o porquê.
- Julia, faz tanto tempo... Para que isso agora?
- Ahh Jeferson... porque agora é a hora... oh oh oh, não adianta correr, não! Você logo logo vai perder a consciência.
- Cadê o porrete?
- Que porrete, meu amor?
- Julia, você está me assustando, não me olhe assim. O que colocou em minha bebida?
- Viu baby? Você é muito inteligente! Pena ser tão lerdo!
- Ju, a gente pode conversar melhor...
-Tarde de mais, baby.
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
domingo, 23 de setembro de 2012
Echoes no escuro
Eu estava deitada em minha cama, no escuro, ouvindo echoes quando eles chegaram. Eram cinco
grandes fantasmas. Eles vieram com uma forte luz no meu rosto que me cegou por
instantes. Os fantasmas vieram com um presente estranho, uma blusa com mangas
longas, tão longas que chegavam a ser muito maiores que meu braço. Eu não queria
o presente, eles faziam questão que eu usasse. Eu protestei. Gritei. Debati-me.
Mas eles eram fortes e insistentes, tive que usar a blusa.
Os fantasmas me pediam calma e isso me irritava mais. Queria
voltar pra o escuro, escutar echoes
até a minha cabeça estourar. Quem mandou ligar a luz? Gritei mais forte. Um
deles me deu uma ferroada no braço e meu ódio aumentou subitamente. Desejei a
morte de todos. Inclusive a minha. Agora meu braço latejava. O veneno do fantasma
era forte e eu senti entrar em mim gélido, quase como a morte. Comecei a sentir
cada gota do veneno entrar em meu corpo, me levando à um estado de embriaguez
profundo. De repente, senti a luz se apagando aos poucos, a dor do meu braço
sumindo, as vozes nervosas dos fantasmas se apagando e só ficaram os echoes.
terça-feira, 7 de agosto de 2012
Sonho parece verdade...
Essa noite eu sonhei com você.
No sonho, você sorria pra mim com seus dentes brancos e
perfeitos e com seus lábios grossos esticados. Era um sorriso sincero. Até no
sonho você foi sincero. Sua melhor característica, sinceridade. Talvez, sua
única boa característica.
Seus grandes olhos castanhos brilhavam feito pérolas
polidas. Brilhavam bêbados marejados. Lindos.
Você não falou comigo, não precisou. Suas expressões falavam
melhor do que qualquer palavra que pudesse sair de sua boca.
No sonho você não disse uma só letra, talvez porque você não
saiba dizer coisas doces, tal como era seu rosto, ou talvez você não tenha dito
nada simplesmente porque apaguei sua voz de minha memória, mas ainda sinto seu
cheiro em noites quentes de verão.
segunda-feira, 16 de julho de 2012
Casualidades... parte 4
Muito tempo passou. Eles ficaram meses sem ao menos trocar
um sms. Das ultimas vezes que se falaram, Manú havia sido muito ignorante, ela
sabia como afastar as pessoas que ela mais amava de si, e mais uma vez, assim o
fez.
Depois de meses, como se nada fosse, ela ele foi atrás de
Leandro. O que ela sentia por Thiago já havia acabado, havia virado nada e a
saudade de seu grande amigo bateu.
Saudades de ouvi-lo tocar e ela cantar junto, saudades de assistir as
lutas de UFC e de jogar vídeo-game juntos. O que havia acontecido entre eles
ela havia apagado da memória.
Manú pegou o celular e escreveu “Morreu?” para Leandro, em menos de dois minutos, chega a resposta: Casa comigo? Comprei um AP, ele está na planta ainda, mas quando ele ficar pronto, eu quero me casar com você.
Manú ao ler tais palavras tremeu, lágrimas rolaram pelo seu
rosto, mas ela não chorava. Seus dedos correram pelo teclado do celular
respondendo “Vem aqui ou vou aí? To com saudades.”. Ele não respondeu.
Olhando pro celular, ela reviveu aquela noite, aquela noite cheia de musica, vinhos, braços e abraços, mãos, beijos... Aquela noite passou como um filme em sua memória, agora limpa, como se o tempo tivesse lustrado aquele dia.
Foi quando a campainha de sua casa tocou, era Leandro na porta.
sexta-feira, 15 de junho de 2012
O moço de grandes olhos.
Inteligente, entendia de números e de palavras, as usava muito bem por sinal, principalmente se fosse para machucar alguém. Não era bonito, mas a inteligência dele o deixava misterioso e charmoso. Um ótimo entendedor de música, sabia tudo de tudo o que era bom.
Estúpido, grosso, frio e calculista, não se importava com o que os outros poderiam sentir. Afastou a pessoa que mais amou de si, afastou também a pessoa que mais o amou. Construiu um muro, não tinha novos amigos. Não tinha ninguém. Os antigos amigos foram os que ficaram (bah! Amigos não são só para beber cerveja). O muro foi ficando alto, alto, alto, até que ele não conseguiu ver o outro lado. Esqueceu pessoas e lugares, alguns princípios também. O muro ficou tão alto que nem as palavras o alcançavam mais. Só lhes sobraram os números.
Estúpido, grosso, frio e calculista, não se importava com o que os outros poderiam sentir. Afastou a pessoa que mais amou de si, afastou também a pessoa que mais o amou. Construiu um muro, não tinha novos amigos. Não tinha ninguém. Os antigos amigos foram os que ficaram (bah! Amigos não são só para beber cerveja). O muro foi ficando alto, alto, alto, até que ele não conseguiu ver o outro lado. Esqueceu pessoas e lugares, alguns princípios também. O muro ficou tão alto que nem as palavras o alcançavam mais. Só lhes sobraram os números.
terça-feira, 8 de maio de 2012
Vazia
Vazia de tudo eu ando.
Olho os rostos sem expressões,
Ouço as conversas vazias,
Sinto as almas vazias.
A chuva fina cai sem muitos estragos.
Olho os rostos sem expressões,
Ouço as conversas vazias,
Sinto as almas vazias.
A chuva fina cai sem muitos estragos.
sábado, 14 de abril de 2012
Menina
11:11
Eu sei que não há ninguém pensando em mim, mas há quem acredite.
11:11
Não há ninguém pensando em mim, mas nessas horas que os minutos são iguais a hora, eu sempre penso em alguém. A menina mais linda. A menina que mais desejei, a menina que é minha. É linda! É alta, dos cabelos negros, lisos e longos que correm pelas suas costas e que escorregam pelo seu rosto. É uma menininha que às vezes me assusta, quando em seus olhos vejo uma mulher . uma menina que nas tardes de sol à vejo rir e brincar com os meninos na rua.
A primeira vez que a vi, me apaixonei. Lembro-me desse momento como se fosse hoje, mesmo fazendo 14 anos que isso aconteceu. Tê-la em meus braços foi a realização de um sonho. Ter aqueles olhos grandes me olhando.
11:25
A hora já não é mais igual aos minutos, mas ainda penso nela. Tão bela! Ela é minha menina dos olhos.
Eu sei que não há ninguém pensando em mim, mas há quem acredite.
11:11
Não há ninguém pensando em mim, mas nessas horas que os minutos são iguais a hora, eu sempre penso em alguém. A menina mais linda. A menina que mais desejei, a menina que é minha. É linda! É alta, dos cabelos negros, lisos e longos que correm pelas suas costas e que escorregam pelo seu rosto. É uma menininha que às vezes me assusta, quando em seus olhos vejo uma mulher . uma menina que nas tardes de sol à vejo rir e brincar com os meninos na rua.
A primeira vez que a vi, me apaixonei. Lembro-me desse momento como se fosse hoje, mesmo fazendo 14 anos que isso aconteceu. Tê-la em meus braços foi a realização de um sonho. Ter aqueles olhos grandes me olhando.
11:25
A hora já não é mais igual aos minutos, mas ainda penso nela. Tão bela! Ela é minha menina dos olhos.
sábado, 7 de abril de 2012
Araponga
É linda
Não muito grande
Não muito pequena.
Era o pássaro mais belo de todos.
O mais branco.
Suas asas de penas macias
Batiam suaves
Bailavam no céu azul e de poucas nuvens
Sentindo o beijo morno do vento
Vento das tardes de verão.
Ali ela vivia com muitos outros pássaros.
Pica-pau, anu, tico-tico
Todos se curvavam para ver a Araponga passar.
Não tinha o mais belo canto
Mas era feliz
E todos os outros pássaros sabiam disso.
Ela emanava vida.
Até o canário belga, com seu belo canto
Invejava o voo da Araponga.
Ela não tinha o mais belo canto,
Mas sabia encantar.
Eu mesmo, voo milhas e milhas
Para ver a Araponga,
Ver todos os pássaros,
Bailar em seu céu azul de nuvens moldadas a mão
E sentir a brisa morna das tardes de verão.
Não muito grande
Não muito pequena.
Era o pássaro mais belo de todos.
O mais branco.
Suas asas de penas macias
Batiam suaves
Bailavam no céu azul e de poucas nuvens
Sentindo o beijo morno do vento
Vento das tardes de verão.
Ali ela vivia com muitos outros pássaros.
Pica-pau, anu, tico-tico
Todos se curvavam para ver a Araponga passar.
Não tinha o mais belo canto
Mas era feliz
E todos os outros pássaros sabiam disso.
Ela emanava vida.
Até o canário belga, com seu belo canto
Invejava o voo da Araponga.
Ela não tinha o mais belo canto,
Mas sabia encantar.
Eu mesmo, voo milhas e milhas
Para ver a Araponga,
Ver todos os pássaros,
Bailar em seu céu azul de nuvens moldadas a mão
E sentir a brisa morna das tardes de verão.
segunda-feira, 26 de março de 2012
((mais um sem título))
A verdade muda grita
Em meus ouvidos surdos.
Meus olhos cegos
Vêem a verdadeira mentira.
Acreditar no que se quer?
Ou no que se é?
Minhas pernas paralisadas pelo tempo
querem se mover,
correr pelos campos verdejantes.
Minha mente presa na gaiola do meu crânio
quer expandir.
E eu aqui parada
Vendo e ouvindo,
Acreditando no que querem que eu acredite
O que eu quero?
Vamos?!
Responda!
Não tenho medo de ninguém,
Mas de mim.
Em meus ouvidos surdos.
Meus olhos cegos
Vêem a verdadeira mentira.
Acreditar no que se quer?
Ou no que se é?
Minhas pernas paralisadas pelo tempo
querem se mover,
correr pelos campos verdejantes.
Minha mente presa na gaiola do meu crânio
quer expandir.
E eu aqui parada
Vendo e ouvindo,
Acreditando no que querem que eu acredite
O que eu quero?
Vamos?!
Responda!
Não tenho medo de ninguém,
Mas de mim.
domingo, 11 de março de 2012
Where have been the sun?
The rain keep falling on me
I ask myself how it could be.
Sunny days I have lived
Or I believed it
But now,
I just feel the raining coming down.
Who’ll stop the rain?
I want to move on.
Pain, pain, pain
Who’ll cure this pain?
Lives have to be saved
We have to find the sun
But the rain keep falling on me,
And I ask myself how it could be.
I ask myself how it could be.
Sunny days I have lived
Or I believed it
But now,
I just feel the raining coming down.
Who’ll stop the rain?
I want to move on.
Pain, pain, pain
Who’ll cure this pain?
Lives have to be saved
We have to find the sun
But the rain keep falling on me,
And I ask myself how it could be.
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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Queria saber seu sonho,
Saber de tudo que quer me falar, mas não fala,
Saber seus medos,
Saber onde fica a pinta mais bonita de seu corpo.
Queria saber aonde você vai,
Com quem você vai
E por que vai
Seus vícios e suas manias.
Tudo em você me encanta
Até a hora do sol raiar,
Porque depois você some
E eu fico a esperar.
Ai você aparece,
Aparece sempre quando a lua nasce
E gosto ainda mais de você se ela é cheia,
O seu brilho reflete nela
E ambos são um.
E eu me apaixono mais e mais.
Queria saber seus medos e angustias.
Enfiar a mão em seu peito e te curar,
Provar-te que alem de sua doença
Posso ser também seu remédio.
Eu também estou doente.
Cura-me de você?
Saber de tudo que quer me falar, mas não fala,
Saber seus medos,
Saber onde fica a pinta mais bonita de seu corpo.
Queria saber aonde você vai,
Com quem você vai
E por que vai
Seus vícios e suas manias.
Tudo em você me encanta
Até a hora do sol raiar,
Porque depois você some
E eu fico a esperar.
Ai você aparece,
Aparece sempre quando a lua nasce
E gosto ainda mais de você se ela é cheia,
O seu brilho reflete nela
E ambos são um.
E eu me apaixono mais e mais.
Queria saber seus medos e angustias.
Enfiar a mão em seu peito e te curar,
Provar-te que alem de sua doença
Posso ser também seu remédio.
Eu também estou doente.
Cura-me de você?
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
Casualidades. - parte 3
Ele ainda estava deitado, com um sorriso cheio de satisfação no rosto, não entendia como e por que aquilo veio acontecer com ele e com Manú, mas aquilo tinha sido muito especial e como foi especial. Ele ria quando se lembrava de Manú dizendo que iriam pro inferno, que aquilo era incesto, ela dizia isso entre um beijo e outro. Como ela era linda e como ele era burro, jamais havia prestado atenção nela. Não como uma mulher, ela era a menina que jogara bola com ela na rua, ela era a menina pra quem ele tocou violão pela primeira vez, ela era a menina mais menino que ele já conhecera, gostava de ir ao estádio e iam juntos, mesmo não torcendo por mesmo time, assistiam as lutas de UFC juntos, coisas que não eram todas as garotas que faziam, ele nunca tinha visto a Manú mulher... e como ela era linda.
Quando o celular dele tocou, ficou feliz, mas era mais um misto de confusão com paixão. Sim, paixão. Ele estava apaixonado pelas curvas femininas dela, pelo cabelo longo e escuro que caiam feito ondas contrastando com a pele clara dela. Ele atendeu ao telefone rindo, mas era um riso bem nervoso, porém, Manú estava mergulhada em seus sentimentos e não prestou atenção nos dele, ela nunca prestava atenção em ninguém a não ser ela própria.
Ao desligar o telefone levantou, tomou um banho e voltou pro seu quarto, pegou sua guitarra e tocou, tocou toda a trilha sonora daquela noite, ele jamais escutaria Dave Matthews Band da mesma maneira.
PS: Não sei como homens pensam... ele pode ter ficado meio gay depois dessa.
Quando o celular dele tocou, ficou feliz, mas era mais um misto de confusão com paixão. Sim, paixão. Ele estava apaixonado pelas curvas femininas dela, pelo cabelo longo e escuro que caiam feito ondas contrastando com a pele clara dela. Ele atendeu ao telefone rindo, mas era um riso bem nervoso, porém, Manú estava mergulhada em seus sentimentos e não prestou atenção nos dele, ela nunca prestava atenção em ninguém a não ser ela própria.
Ao desligar o telefone levantou, tomou um banho e voltou pro seu quarto, pegou sua guitarra e tocou, tocou toda a trilha sonora daquela noite, ele jamais escutaria Dave Matthews Band da mesma maneira.
PS: Não sei como homens pensam... ele pode ter ficado meio gay depois dessa.
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
Casualidades. - parte 2
- Burra, burra, burraburraburra!!! – Manú gritava e batia sua cabeça no volante de seu carro. – Aiiii Manúúú, você tem o dom de destruir as coisas! – Passavam milhares de coisas em sua cabeça, e tudo a levava a conclusão de que ela havia feito a maior de todas as presepadas de sua vida. Leandro era seu melhor amigo, suas famílias eram amigas desde sempre e ela nem se quer conseguia se lembrar de quando os conhecera, não havia um momento de sua vida que Leandro não tivesse participado. Seus aniversários, formatura, sua primeira viagem com amigos... ele sempre esteve lá e agora ela poderia ter acabado com tudo, eles haviam ultrapassado a linha tênue do amor de amigos que eles tinham e ela usara a desculpa de estar bêbada pra que isso acontecesse.
Manú vinha passando por um momento difícil, seu namorado Thiago e ela haviam brigado, disseram coisas um pro outro que ela não o perdoaria jamais e nem perdoaria ela mesma por ter também dito tais atrocidades, ela estava destruída e nem se quer sabia o motivo da briga. O motivo pra ela e os amigos terem se reunido na casa de Leandro pra tocar violão, cantar e beber era exatamente animá-la. Leandro não podia mais saber que Manú sofria. Um sentia a dor do outro. Doía nele também. Manú sabia do ciúme que Thiago sentia de Leandro e Manú sentia poder ter passado a noite com Leandro simplesmente pra se vingar de seu namorado. Uma vingança interna. Uma vingança que só ela saberia, mas que agora, ela acreditava e tinha medo que pudesse colocar sua amizade em risco.
Quando chegou em sua casa, a primeira coisa que fez foi ligar pra Leandro.
- Oi Lele, é a Manú.
- Caramba Manú! Você ligou mais rápido do que imaginei. – ele gargalhou alto, deixando-a ainda mais constrangida.
- Leandro, é sério. Me promete uma coisa? Me promete que essa noite não vai atrapalhar nossa amizade?
- Manuela, você escutou o que você está dizendo? Cala a boca! O que aconteceu com a gente, não vai mudar nada o que sinto por você. Afinal, há quanto tempo nos conhecemos? Essa noite só foi mais uma demonstração de carinho. – e gargalhou novamente.
- Le, promete que a gente vai continuar sendo amigo e que nada vai mudar. Promete!!
- Eu prometo sua idiota, otária! Nada a ver isso aí que você disse. A gente é amigo e pronto!
Ela respirou aliviada, sabia que nada mudaria. Era por isso que eram amigos há tanto tempo e se entendiam tão bem.
Manú vinha passando por um momento difícil, seu namorado Thiago e ela haviam brigado, disseram coisas um pro outro que ela não o perdoaria jamais e nem perdoaria ela mesma por ter também dito tais atrocidades, ela estava destruída e nem se quer sabia o motivo da briga. O motivo pra ela e os amigos terem se reunido na casa de Leandro pra tocar violão, cantar e beber era exatamente animá-la. Leandro não podia mais saber que Manú sofria. Um sentia a dor do outro. Doía nele também. Manú sabia do ciúme que Thiago sentia de Leandro e Manú sentia poder ter passado a noite com Leandro simplesmente pra se vingar de seu namorado. Uma vingança interna. Uma vingança que só ela saberia, mas que agora, ela acreditava e tinha medo que pudesse colocar sua amizade em risco.
Quando chegou em sua casa, a primeira coisa que fez foi ligar pra Leandro.
- Oi Lele, é a Manú.
- Caramba Manú! Você ligou mais rápido do que imaginei. – ele gargalhou alto, deixando-a ainda mais constrangida.
- Leandro, é sério. Me promete uma coisa? Me promete que essa noite não vai atrapalhar nossa amizade?
- Manuela, você escutou o que você está dizendo? Cala a boca! O que aconteceu com a gente, não vai mudar nada o que sinto por você. Afinal, há quanto tempo nos conhecemos? Essa noite só foi mais uma demonstração de carinho. – e gargalhou novamente.
- Le, promete que a gente vai continuar sendo amigo e que nada vai mudar. Promete!!
- Eu prometo sua idiota, otária! Nada a ver isso aí que você disse. A gente é amigo e pronto!
Ela respirou aliviada, sabia que nada mudaria. Era por isso que eram amigos há tanto tempo e se entendiam tão bem.
sábado, 18 de fevereiro de 2012
Casualidades.
Manú acordou com a cabeça meio girando, ainda pesada da bebedeira da noite anterior. Quando ela foi se mover na cama, percebeu que não estava sozinha. Com medo de olhar pro lado e ver quem era e tentando lembrar o que acontecera na noite anterior, virou-se lentamente na cama e viu que era Leandro, seu amigo de mais de quinze anos. Ela fechou os olhos e abriu de novo, esperando que ela estivesse sonhando e que tivesse a chance de acordar e ver que estava sozinha na cama, abriu os olhos e ele ainda estava ali, dormindo colado a ela. Ela olhou por debaixo das cobertas com medo do que viria, e sim, eles estavam nus. Que merda ela havia feito? Ela não conseguia se lembrar! Num pulo ela levantou da cama e enquanto ela se vestia Leandro acordou, olhou pra ela sorrindo e disse com voz de sono um bom dia de quem teve uma boa noite.
- Bom dia Le. – Disse ela vestindo a calça apressada, mal olhando pra cara dele. – Desculpa, eu não sei como isso foi acontecer, me desculpa, Le...
- Hey hey hey – disse ele interrompendo-a. – Por que você está se desculpando? Ta ficando louca?
- Leandro, você ta ficando louco, não eu! O que estou fazendo aqui? Eu nem lembro como cheguei aqui na sua cama! Só me lembro da gente sentado na varanda, tocando violão e tomando vinho e os meninos com a gente... cadê os meninos??
Os amigos todos já haviam ido embora a muito tempo e quando Leandro contou como tudo acontecera, como ela foi parar no quarto dele, as coisas começaram a clarear em sua mente e ela se lembrou se tudo o que fez. Ficou enrubescida com o que fizera naquela noite. Leandro riu, riu muito da cara dela. Eles se conheciam melhor do que qualquer outra pessoa do mundo pudesse conhecê-los. Ele sabia exatamente o que se passava na cabeça de Manú e sabia também que essa não seria a ultima vez que dormiriam juntos.
Ela terminou de se vestir, arrumou o cabelo e ele a assistia com um sorriso bobo no rosto, a expressão dele estava deixando-a muito irritada, mas ela não queria encará-lo.
- Tchau Le, a gente se fala depois, ta?
- Você não vai me dar nem um beijinho de tchau, Manú?
- Faz um favorzinho, Leandro? Vai se ferrar!!
Ele gargalhou, enquanto ela saia pela porta do quarto.
- Bom dia Le. – Disse ela vestindo a calça apressada, mal olhando pra cara dele. – Desculpa, eu não sei como isso foi acontecer, me desculpa, Le...
- Hey hey hey – disse ele interrompendo-a. – Por que você está se desculpando? Ta ficando louca?
- Leandro, você ta ficando louco, não eu! O que estou fazendo aqui? Eu nem lembro como cheguei aqui na sua cama! Só me lembro da gente sentado na varanda, tocando violão e tomando vinho e os meninos com a gente... cadê os meninos??
Os amigos todos já haviam ido embora a muito tempo e quando Leandro contou como tudo acontecera, como ela foi parar no quarto dele, as coisas começaram a clarear em sua mente e ela se lembrou se tudo o que fez. Ficou enrubescida com o que fizera naquela noite. Leandro riu, riu muito da cara dela. Eles se conheciam melhor do que qualquer outra pessoa do mundo pudesse conhecê-los. Ele sabia exatamente o que se passava na cabeça de Manú e sabia também que essa não seria a ultima vez que dormiriam juntos.
Ela terminou de se vestir, arrumou o cabelo e ele a assistia com um sorriso bobo no rosto, a expressão dele estava deixando-a muito irritada, mas ela não queria encará-lo.
- Tchau Le, a gente se fala depois, ta?
- Você não vai me dar nem um beijinho de tchau, Manú?
- Faz um favorzinho, Leandro? Vai se ferrar!!
Ele gargalhou, enquanto ela saia pela porta do quarto.
domingo, 12 de fevereiro de 2012
O som do relógio
O som do relógio me enlouquece!
Ele que é meu eterno ditador,
Ditando horários e obrigações
Simplesmente hoje
Não me deixa dormir.
Escondê-lo na gaveta por entre as roupas
Não o silencia.
Ele tic tac aqui dentro,
Dentro da minha cabeça
Imitando o compasso de meu coração.
Ele é tão presente em mim
Que às vezes sou ele.
Dito regras,
Horas,
Tiro sono de muita gente.
Mas sabe,
Eu não ligo...
Só queria dormir.
Ele que é meu eterno ditador,
Ditando horários e obrigações
Simplesmente hoje
Não me deixa dormir.
Escondê-lo na gaveta por entre as roupas
Não o silencia.
Ele tic tac aqui dentro,
Dentro da minha cabeça
Imitando o compasso de meu coração.
Ele é tão presente em mim
Que às vezes sou ele.
Dito regras,
Horas,
Tiro sono de muita gente.
Mas sabe,
Eu não ligo...
Só queria dormir.
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
A companheira mais fiel qu'ela queria.
Pela noite eu ando
Leve feito vento
Silenciosa como uma leoa prestes a dar o bote.
Confie em mim,
Posso te mostrar o mundo.
Sabores,
Texturas,
Cores,
Sotaques
...
Mas, não me traia,
Posso tirar-lhe a alma com apenas um olhar.
Durante o dia eu durmo.
Não há sol que me acorde
E mesmo que eu ande,
Fale,
Trabalhe,
Não estou ali.
Sou noturna,
Soturna.
Vem comigo
E aprenda a voar.
Leve feito vento
Silenciosa como uma leoa prestes a dar o bote.
Confie em mim,
Posso te mostrar o mundo.
Sabores,
Texturas,
Cores,
Sotaques
...
Mas, não me traia,
Posso tirar-lhe a alma com apenas um olhar.
Durante o dia eu durmo.
Não há sol que me acorde
E mesmo que eu ande,
Fale,
Trabalhe,
Não estou ali.
Sou noturna,
Soturna.
Vem comigo
E aprenda a voar.
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