quarta-feira, 28 de novembro de 2012

O Personagem agora vive em mim

- Então quer dizer que você é uma assassina?
- Sim, psicopatas entram na classe de assassinos.
- Você se considera uma psicopata?
- hmm, sim. Minhas vitimas possuem algumas características semelhantes, se uma pessoa não se enquadra nessas características, não pode ser minha vitima. Sem contar que eu sempre sigo o mesmo ritual ao matar minhas vitimas.
- Hmm, interessante. Você andou estudando sobre isso?
- Sim doutor, fiquei curiosa em saber o porquê eu sempre segui esse estilo de assassinato, pesquisei sobre o assunto e agora estou aqui para entender melhor.
- Então você só está aqui para entendimento?
- Sim.
- E o que você quer entender?
- Minha mente e o porquê tenho que matar essas pessoas.
- Quando foi a primeira vez que matou? Quem foi sua primeira vitima?
- Ahh, o nome dele era Diego. Eu tinha 16.
- Hm. Conte-me mais sobre o Diego e sobre sua morte.
- Bom, eu o conheci eu tinha 13 anos, ele tinha 18. Ele era alto, forte, tinha olhos azuis, ou verdes, não me lembro muito bem, ele tocava violão, era lindo. Hahaha todos eram. Eu me apaixonei por ele. Eu era uma criança e ele me deu abertura para que eu me apaixonasse. Mas alguns meses depois ele arrumou uma namorada. Aquilo pra mim foi a morte, eu morria a cada segundo do meu dia. Eu nunca havia me apaixonado antes e aconteceu de eu me apaixonar por um babaca. Eu já estava com 16, ainda gostava dele, mas o pior era como ele me olhava. Ele sentia dó de mim. O olhar dele era pura pena.
- Você ainda o ama? Seus olhos estão... brilhando? São lágrimas?
- Hum! Não o amo. Tenho dó dele. Ele não precisava ter morrido. Era só ter me amado ou não ter me feito amá-lo. Eu o acertei na cabeça com um porrete, ele perdeu os sentidos. Quando acordou, estava amarrado e amordaçado. Comecei a fazer com ele o que ele havia feito com meu coração. Comecei tirando unha por unha, agora já não havia dó em seus olhos... idiota! Depois os dedos dos pés, depois os das mãos. Não sou boa com facas e já havia muito sangue, então finalizei com um golpe na cabeça.
- Mas e a família dele? A polícia não foi atrás do assassino?
- Foi, mas ninguém encontrou os assaltantes que entraram na casa e alem de matar o filho deles, roubou cerca de cinco mil reias em joias e destruiu a casa toda.
- E todas as vezes você seguiu o mesmo ritual?
- Sim.
- E o que você sentiu?
- Com o Diego?
- Sim
- Satisfação em ver os olhos dele não sentirem dó de mim. HAHAHAHAHA
- Quantos você já matou?
- Oito.
- E em todas às vezes se sentiu satisfeita?
- Hmm, algumas vezes e me sentia triste. Quase viúva, mais depois da morte, muito satisfeita.
- E você tem alguma próxima vitima em mente?
- Você é muito esperto, doutor.
- Por que eu?
- Você sabe o porquê.
- Julia, faz tanto tempo... Para que isso agora?
- Ahh Jeferson... porque agora é a hora... oh oh oh, não adianta correr, não! Você logo logo vai perder a consciência.
- Cadê o porrete?
- Que porrete, meu amor?
- Julia, você está me assustando, não me olhe assim. O que colocou em minha bebida?
- Viu baby? Você é muito inteligente! Pena ser tão lerdo!
- Ju, a gente pode conversar melhor...
-Tarde de mais, baby.

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