domingo, 11 de setembro de 2011

(des)concentração.




Tic Tac Tic Tac

Eu estava ali, mas estava longe, estava em outro tempo, estava em ontem.
Tic Tac
Tentava lembrar com exatidão tudo o que acontecera. Revivia tudo o que havia acontecido.
Tic Tac
Só voltava ao tempo presente para ver a hora.

Hora
Como o tempo é subjetivo e relativo. O tempo é diferente para todos e todos usam o tempo como ponto de referencia.
Tic Tac
Será que devo acreditar?
Advérbios são gramemas.

Tic Tac – 09:48
I can’t explain.
Algumas coisas me preocupavam. Minha cabeça não parava, eu dizia a minha cabeça que o problema não era meu, mas minha consciência sabia que era sim. Não era certo mesmo eu não tendo feito nada. Eu sabia que acabaria fazendo, mais cedo ou mais tarde.

Tic Tac – 10:10
... os numerais vem antes do substantivo...
Me dá uma saudade. Saudade de tempos que não voltam mais. Mas a pior saudades é daquilo que não vivi, dos shows que não fui, dos beijos que não dei, das pessoas que não conheci.
É, eu nem te conheço, mas é como se conhecesse. Será que é mesmo? Será que não vai mudar tudo se mudarmos essa situação? Será que estamos fazendo a coisa certa?
Sabe, prefiro correr o risco. Prefiro me machucar, quero ver onde isso vai parar.
Também tenho vontade de sentir seu cheiro, te abraçar...
1. Determinante: artigo, pronome possessivo...

Tic Tac – 10:16
A hora cronológica não passa, mas no meu mundo das idéias...

sábado, 10 de setembro de 2011

Onze de Setembro.

Setembro de 2001, dia 11. Por volta das 9:30 da manhã. Eu estava na escola e soubemos que os Estados Unidos estavam sofrendo um ataque. Eu choquei ao ver as imagens mais tarde, o mundo chocou. Hoje, 10 anos após os atentados posso ter minha opinião sobre o acontecido.
Hoje os jornais, tablóides, sites, falam e escrevem sobre a dor dos americanos, mesmo após tantos anos do ocorrido. A dor dos nova-iorquinos... Há dez anos, lembro-me de ver povos do oriente comemorar os ataques, eu fiquei revoltada com tal cena, quantas milhares de pessoas não haviam morrido ali?
A dor dos nova-iorquinos... E a dor dos japoneses? E a dor dos vietnamitas? Dos iraquianos? E de tantos outros...
As torres caíram, o pentágono caiu, CAIU... Nagasaki e Hiroshima foram explodidas! Sim amigos, explodidas. Famílias inteiras foram para o ar e quem não morreu, sofreu conseqüências. Conseqüências essas que são sentidas até hoje pelos netos e bisnetos daqueles que escutaram e sentiram as bombas caírem.
Os Estados Unidos vêm plantando ódio no coração de muitas nações desde sempre, um dia, um dia alguém se rebelaria. E esse dia chegou. Esse dia foi onze de setembro de 2001 e esse desastre ter acontecido não mudou em nada a posição americana em relação ao resto do mundo.
Aquelas imagens ainda me chocam, me entristecem, assim como ver homens de uniforme verde, com armas na mão devastando nações, assim como imagens de bombas explodindo e varrendo nações inteiras.
Me chocam...