sexta-feira, 6 de maio de 2011

(mais uma) Carta

Olha eu te escrevendo mais uma vez. Bom, hoje dói um pouco, é uma época de adaptação pra mim e às vezes sinto sua falta.

Hoje achei umas fotos suas no meu computador e lembrei que haviam musicas que baixei no meu notebook que eram suas, sabe o que eu fiz? Apaguei tudo. Só me faz lembrar mais, doer mais, cutucar a ferida e expor ainda mais a ferida.

Eu saí esse fim de semana. Foi bem divertido. Não imaginei que me divertiria tanto. Na verdade, não pensei que eu me divertiria. Sai com a Bia e conheci alguns amigos dela, uma galera bem legal, bem up mesmo. Não queria muito ir, mas também, não quis ficar em casa pensando no que estaria fazendo se você estivesse aqui. No caminho, ao olhar os prédios, pensei “Seu Filho de uma Puta, se você estivesse aqui, não precisaria estar indo pra esse lugar.”, mas ao chegar à casa de um dos amigos da Bia, me esqueci de você completamente, bebi, bebi muito mais do que na festa do Beto (o segundo lugar onde mais bebi, foi naquela festa do Beto.) e a balada em que fomos era fantástica, acho que você não gostaria de lá, enfim, não pensei em você lá, não te imagino (e prefiro não imaginar) lá. Dancei, acho que nunca dancei tanto eu toda a minha vida, acho que não estava muito bizarro não, pelo menos os meninos não me alopraram depois, talvez eu esteja aprendendo a ser mais sexy, mais bonita, mais feminina... Talvez. Amigos novos são necessários.

É engraçada essa coisa de conhecer pessoas, né? É uma troca de tudo tão intensa, uma ânsia de saber os gostos, do que gosta de fazer, de onde gosta de ir. Conheci bastante gente parecida comigo ultimamente. Nunca me senti tão entendida como agora. Acho que nem você me entendia. Acho que você nem me escutava. Mas era bom falar pra você. Na verdade, acho mesmo que era bom ter quem me ouvisse, falar sozinho às vezes cansa. Um dia quero encontrar alguém que discorde de mim, que vá contra tudo que eu acredito, aí sim poderei crescer de verdade, aprender de verdade e evoluir.
Queria te pedir um favor. Não me escreva, não me ligue, não apareça. Esse luto que vivo é um período bem complicado e já estou me acostumando a viver sem você. Nem espero mais te encontrar na saída da escola aos sábados. Estou evoluindo nesse processo, então se aparecer, pode por todo o trabalho a perder. Dizer que não sinto sua falta? Porra, e como! Mas como já havia escrito anteriormente, estou melhor sem você e sou uma pessoa melhor sem você.

Bom, me despeço agora, tenho uma temporada inteira de Friends pra assistir agora (sozinha, já que meu parceiro favorito de Friends resolveu desaparecer).
Fique bem (ou morra, se preferir).

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