Era uma manhã de sábado, no topo da montanha o sol não havia nascido ainda. Ao pé da montanha a cidade toda dormia o sono dos justos, mas haviam duas almas acordadas ali em cima como se estivessem velando os sonhos de tantos.
Ela estava abraçada com seus joelhos, ele sentado de pernas cruzadas. Parecia que vinham de uma festa, ele com uma gravata preta frouxa no pescoço, ela com um vestido vermelho, longo, sujo e descalça segurava as sandálias com as pontas dos dedos indicadores e médios.
Ele a abraçava. O céu ainda escuro, as estrelas salpicavam o céu escuro e as luzes da cidade brilhavam lá embaixo.
Ele começou a acariciar a cabeça dela com a ponta dos dedos, ela olhou em seus olhos, a primeira vez desde que subiram ali naquele morro, fez menção em falar, mas percebeu que era melhor não e se olharam por uns instantes. Ela se aconchegou em seus braços, não eram braços fortes, mas eram dedicados a ela, pelo menos naquele momento pertenciam a ela.
E ali de cima da montanha o sol tímido, beijou a terra com seus primeiros raios, e as nuvens que até então eram escuras, começavam a ser banhadas de rosa e laranja e o céu, ah o céu...
Um comentário:
"Ela se aconchegou em seus braços, não eram braços fortes, mas eram dedicados a ela, pelo menos naquele momento pertenciam a ela."
Se o texto fosse só essa frase já valeria a pena! :D
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