segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Casualidades. - parte 2

- Burra, burra, burraburraburra!!! – Manú gritava e batia sua cabeça no volante de seu carro. – Aiiii Manúúú, você tem o dom de destruir as coisas! – Passavam milhares de coisas em sua cabeça, e tudo a levava a conclusão de que ela havia feito a maior de todas as presepadas de sua vida. Leandro era seu melhor amigo, suas famílias eram amigas desde sempre e ela nem se quer conseguia se lembrar de quando os conhecera, não havia um momento de sua vida que Leandro não tivesse participado. Seus aniversários, formatura, sua primeira viagem com amigos... ele sempre esteve lá e agora ela poderia ter acabado com tudo, eles haviam ultrapassado a linha tênue do amor de amigos que eles tinham e ela usara a desculpa de estar bêbada pra que isso acontecesse.

Manú vinha passando por um momento difícil, seu namorado Thiago e ela haviam brigado, disseram coisas um pro outro que ela não o perdoaria jamais e nem perdoaria ela mesma por ter também dito tais atrocidades, ela estava destruída e nem se quer sabia o motivo da briga. O motivo pra ela e os amigos terem se reunido na casa de Leandro pra tocar violão, cantar e beber era exatamente animá-la. Leandro não podia mais saber que Manú sofria. Um sentia a dor do outro. Doía nele também. Manú sabia do ciúme que Thiago sentia de Leandro e Manú sentia poder ter passado a noite com Leandro simplesmente pra se vingar de seu namorado. Uma vingança interna. Uma vingança que só ela saberia, mas que agora, ela acreditava e tinha medo que pudesse colocar sua amizade em risco.

Quando chegou em sua casa, a primeira coisa que fez foi ligar pra Leandro.
- Oi Lele, é a Manú.
- Caramba Manú! Você ligou mais rápido do que imaginei. – ele gargalhou alto, deixando-a ainda mais constrangida.
- Leandro, é sério. Me promete uma coisa? Me promete que essa noite não vai atrapalhar nossa amizade?
- Manuela, você escutou o que você está dizendo? Cala a boca! O que aconteceu com a gente, não vai mudar nada o que sinto por você. Afinal, há quanto tempo nos conhecemos? Essa noite só foi mais uma demonstração de carinho. – e gargalhou novamente.
- Le, promete que a gente vai continuar sendo amigo e que nada vai mudar. Promete!!
- Eu prometo sua idiota, otária! Nada a ver isso aí que você disse. A gente é amigo e pronto!

Ela respirou aliviada, sabia que nada mudaria. Era por isso que eram amigos há tanto tempo e se entendiam tão bem.

3 comentários:

Arthur Castro disse...

Legal;Diferente mais eu gostei

Anônimo disse...

Hum, vejo que uma amizade também pode se tornar algo mais, ótimo texto mais uma vez Pam, parabéns!!

Pam Linhagem disse...

anonimo... nao seja anonimo, por favor kkkk